O Torso do Belvedere (torso de Hércules)
O Torso do Belvedere é um fragmento do século I a.C., assinado por Apollonios, filho de Nestor, ateniense. Perderam-se membros e cabeça, mas a mensagem é nítida: um gigante sentado, em rotação — muitas vezes lido como Hércules — enrola o tronco de modo a que os oblíquos e as costas se abram como molas. Artistas do renascimento veneraram-no; Miguel Ângelo recusou «restaurá-lo» e, em vez disso, traduziu-lhe a potência para a Capela Sistina. A peça fez do fragmento uma virtude: a verdade da forma acima da completude.
Por que esta obra é importante
- Pedra de toque para a anatomia do renascimento e do barroco.
- Influência directa e documentada sobre Miguel Ângelo.
O que observar
- Os oblíquos em torção e as costas em nó.
- A espiral sentada sugerida pelas ancas e pelas coxas.
- A assinatura grega de Apollonios na base.
Curiosidade
O Papa Júlio II pediu a Miguel Ângelo que o completasse; ele recusou e estudou-o, em vez disso.
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