Urna cinerária do Mestre de Oenomaus
Na Etrúria helenística, as cinzas da cremação eram guardadas em urnas de pedra cujas tampas mostram, muitas vezes, o defunto reclinado como num banquete. O painel frontal traz um relevo mítico; aqui, o estilo — contornos nervosos, drapeado nítido e encenação compacta — pertence ao chamado «Mestre de Oenomaus», nome convencional para um entalhador volterrano activo no século II a.C. Cenas ligadas ao rei Oenomaus e a Pélops, com carros, tratadores e confronto tenso, adequavam-se às esperanças funerárias de honra e vitória. A peça mistura modelos narrativos gregos com o costume funerário local, fazendo de um monumento doméstico um recipiente íntimo e, ao mesmo tempo, narrativa pública em pedra.
Por que esta obra é importante
- Exemplo importante da talha de urnas volterranas atribuída ao «Mestre de Oenomaus».
- Mostra como a narrativa mítica dignificava a comemoração funerária etrusca.
O que observar
- A figura reclinada na tampa — a pose de banquete do defunto.
- O friso frontal denso, com carro, tratadores e cavalos em tensão.
- O trabalho de broca em cabelo, crina e raios das rodas.
- As linhas apertadas de drapeado, como vento, a energizar as figuras.
Curiosidade
As oficinas de Volterra produziram urnas em grande número, mas as «mãos» individuais dos entalhadores — como este Mestre — ainda se reconhecem.
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